| segunda-feira, 24 de abril de 2006 | ||
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Mariângela Simão, diretora do Programa Nacional de DST e Aids, do Ministério da Saúde, destacou a excelente receptividade da população curitibana. Para a diretora, a novidade da mobilização faz parte de uma política de governo. “O ministério da Saúde tem uma política de expansão do diagnóstico precoce da infecção pelo HIV e o que temos aqui em Curitiba, nesse momento, é uma ampliação da oferta do acesso do teste às pessoas, algo que nunca foi usado em campanha de massa. ”A meta do governo federal, segundo Mariângela, é que os testes rápidos estejam disponíveis nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs) de todas as capitais brasileiras até julho deste ano. Em relação aos custos, Mariângela lembra que “comparativamente ao exame tradicional Elisa, o teste rápido é mais caro, portanto ainda não pode ser usado em larga escala em todo o país”. A cidade de Curitiba já foi campo de teste do estudo de desempenho dos testes rápidos em 2003. “O que diferencia o teste oferecido em Curitiba de outras campanhas de massa que a população está acostumada é que ele é feito em um ambiente reservado, garantido o sigilo e a segurança, além do aconselhamento e garantia de acompanhamento do paciente, caso o resultado seja positivo” lembra Mariângela Simão. “O resultado da mobilização foi muito positivo. Temos informações de que o movimento foi muito bom em todas as nossas unidades de saúde” disse o Prefeito em exercício e secretário municipal de Saúde, Luciano Ducci. O secretário acredita que a população reconheceu a importância de fazer o exame e que a campanha serviu para desmistificar a idéia de que o teste rápido não seria aceito pela população. “Curitiba sempre tem participado de forma muito ativa nas questões que se referem à prevenção da aids no Brasil”, disse Ducci. Em relação ao desdobramento da mobilização, Luciano Ducci lembra que “Curitiba está preparada para tratar as pessoas que durante a campanha tenham resultado positivo. Temos centros de referência e nossas unidades básicas de saúde também já têm em sua rotina o acompanhamento de pessoas portadoras de HIV. Isso não será problema”. Para Toni Reis, militante do Grupo Dignidade, do Paraná, a campanha foi muito discutida em todas as instâncias do controle social, como Comissão Municipal de DST e Aids e o Conselho Municipal de Saúde. Chegou-se inclusive a questionar a retaguarda de apoio que a cidade oferece, mas Reis acredita que Curitiba oferece hoje a possibilidade do tratamento e que a campanha foi um sucesso. Segundo Toni Reis, a mobilização também é importante para dimensionar o tamanho do problema na capital, definindo políticas públicas. Para Reis, mais uma vez Curitiba mostra-se um exemplo, ao ousar novamente nas iniciativas da aids. O jogador Barral, lateral direito do Paraná Clube e voluntário engajado na promoção da campanha disse, durante a realização do teste, que ficou feliz com o convite e acha “importante a mobilização para a população, porque quanto mais cedo as pessoas souberem que estão infectadas, mais cedo receberão o tratamento”. Para Maria (nome fictício), uma das pessoas que foi ao centro de saúde para testagem, a realização do teste não causou ansiedade. “Não tive medo, é uma oportunidade que temos que aproveitar, já que estamos tendo aqui em Curitiba essa chance. É bom poder fazer o teste gratuito e sigiloso”. Atualmente, existe uma estimativa de 600 mil pessoas infectadas pelo vírus do HIV no Brasil. O diagnóstico precoce da aids é importante, segundo Mariângela Simão, não apenas para interromper a cadeia de transmissão, para prevenir a infecção de outras pessoas, mas também é de interesse pessoal do paciente, pois poderá melhorar sua qualidade de vida. “Quanto mais precoce o diagnóstico, antes do desenvolvimento da doença, melhor para a pessoa, porque ela projete sua saúde com um acompanhamento e monitoramento de exames de laboratório. Ela pode acompanhar o desenvolvimento da imunidade prevenindo o aparecimento de algumas doenças, o que melhora muito a qualidade de vida dessas pessoas”. O exame tem como vantagens a possibilidade de fornecer ao paciente a realização do teste, o resultado e o aconselhamento no mesmo atendimento. Além disso, para sua realização, não há necessidade de uma infra-estrutura laboratorial, o que diminui as despesas relativas a transporte de amostras e de encaminhamento dos resultados dos laboratórios. No Brasil, atualmente, o tempo entre a realização do exame e a entrega do resultado é de 13 dias. O teste rápido já é utilizado no Brasil em duas situações: em populações que residem em áreas de difícil acesso (como alguns municípios da região Norte) e em gestantes que não realizaram o teste anti-HIV durante o pré-natal. A mobilização em Curitiba será mantida, até 5 de maio com a intensificação da coleta para sorologia (metodologia convencional), sem necessidade de consulta médica, em todas as 93 Unidades Básicas de Saúde da capital. A partir de 10 de abril, a testagem rápida estará disponível no Centro de Orientação e Aconselhamento de Curitiba e os testes convencionais continuam disponíveis em todas as unidades de saúde. A ação é promovida pela Prefeitura Municipal de Curitiba, em parceria com o Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde. Mais informações Programa Nacional de DST e Aids Assessoria de Imprensa Telefones: (61) 3448-8100/8088 Fax: (61) 3448-8090 E-mail: imprensa@aids.gov.br |
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| Fonte: Ministério da Saúde | ||