| segunda-feira, 10 de abril de 2006 | ||
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Portadores de Hepatites B e C foram beneficiados por duas recentes resoluções do governo do Estado de São Paulo, publicadas no Diário Oficial do último dia 31 de março. Com as resoluções SS-39 (Hepatite C) e SS-40 (Hepatite B), assinadas pelo Secretário Estadual da Saúde, Luiz Roberto Barata Barradas, onde pacientes portadores de hepatite C, qualquer que seja o genótipo e que não tenham tido sucesso com o Interferon convencional, poderão ser tratados com o Interferon peguilado; medicamento de ponta no tratamento da Hepatite C. “Essa medida inclusive facilita a vida do paciente, uma vez que a aplicação do Interferon peguilado é semanal, e no caso do convencional, a cada dois dias”, explica a coordenadora do Programa Municipal de Hepatites Virais, Margarida Georgina Bassi. Os portadores de Hepatite C, com genótipo 3, que apresentam cirrose com classificação F4 também poderão ser tratados com o Interferon peguilado. Em relação à Hepatite B, a partir da resolução SS-40, a rede pública do Estado de São Paulo passa a disponibilizar o medicamento Adefovir. De acordo com a resolução, alguns critérios deverão ser obedecidos para a inclusão do paciente no tratamento com o novo medicamento. Município tem 1.514 casos notificados de hepatites virais B e C De acordo com dados do Programa Municipal de Hepatites Virais, São José do Rio Preto tem um total de 1.514 notificações de hepatites B e C, entre o período de janeiro de 1998 até 15 de março de 2006. Mas esse número pode ser muito maior, segundo projeção da Organização Mundial de Saúe (OMS), confirmada pela coordenadora Margarida Georgina Bassi. Apesar da existência de lei que obriga o médico e outros profissionais de saúde a notificarem as Hepatites virais B e C, isso não é feito de maneira satisfatória, segundo a coordenadora do Programa. “A falta da notificação ou a notificação com dados incompletos (como idade, sexo, endereço, ocupação, forma de transmissão e busca de novos casos a partir de um caso confirmado), impossibilita um mapeamento mais detalhado sobre a doença e dificulta o delineamento de políticas públicas específicas”, explica Margarida Georgina Bassi. As estatísticas por faixa etária apontam que a maior porcentagem (mais de 60%) dos casos notificados de hepatite C são pessoas entre 30 e 49 anos. No caso da hepatite B, por ser a via sexual a forma mais importante de transmissão , é mais freqüente em pessoas com 20 a 29 anos (19%). Em concordância com os dados do Ministério da saúde, no município, o maior número de casos de Hepatites B e C ocorre em pessoas do sexo masculino. |
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| Fonte: GADA | ||