| terça-feira, 18 de julho de 2006 | ||
Segundo a Polícia Militar, o número de participantes foi de 17 mil. "Mas o sistema de cálculo da PM computa apenas o número de participantes em apenas um momento da Parada. Eles não fizeram a somatória das pessoas que participam da Parada na concentração, durante a passeata e seu desfecho. O maior público participa em apenas algum desses três momentos, mas deve ser incluído na somatória total", avalia Caetano. Caravanas e pequenos grupos vindos de várias cidades da região fizeram parte da massa humana que percorreu a avenida Andaló e parte da avenida José Munia. A organização estima que, usualmente, 25% do público da Parada vem de municípios próximo; Catanduva, Barretos, Tanabi, Fernandópolis, Votuporanga, Jales, Olímpia e Santa Fé. Parte do público preferiu o desfecho da Parada, no páteo externo do Centro Regional de Eventos, onde aconteceu um show da banda Apocalipse, especialmente programada para o público GLBT. O repertório foi composto de ícones gays como Madonna, Cher, Village People, Abba e Gloria Gaynor. Durante o show, dois telões gigantes veicularam textos, mensagens e informações sobre saúde, fomento a direitos igualitários, direitos humanos e melhoria da auto-estima ao público GLBT. Os telões também exibiram fotos de personalidades GLBT ou simpatizantes, além de imagens de demonstração de afeto entre pessoas do mesmo sexo, e slides de paradas gays de todas as partes do mundo. "Qualquer maneira de amor vale a pena. Qualquer maneira de amor vale amar", foi o tema da Parada, tendo como foco principal a auto-aceitação da homossexualidade por parte daqueles que ainda vêem como anormalidade a atração pelo mesmo sexo. Ao contrário dos outros anos, e outras localidades que também realizam paradas, e que tiveram como slogam temas políticos como "Homofobia é crime", a organização optou por abordar um tema que girasse em torno da problemática do interior, que difere dos grandes centros. "Sentimos que em cidades pequenas e de médio porte, a auto-aceitação da homossexualidade ainda é um fato marcante e que precisa ser trabalhado. Nas capitais, e fora do país, a luta do movimento GLBT já está mais adiante; já é por direitos igualitários", explica Fábio Takahashi, da comissão organizadora. |
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| Fonte: GADA | ||