Parada GLSBT reúne 35 mil na Andaló
   terça-feira, 18 de julho de 2006
 
Cerca de 35mil pessoas participaram da 6ª Parada GLSBT de São José do Rio Preto no domingo, dia 16 de julho, com concentração em frente ao prédio da Prefeitura Municipal, rumo ao Centro Regional de Eventos, pela avenida Alberto Andaló. A informação é da comissão organizadora da Parada, coordenada por Júlio Cesar Caetano.
Segundo a Polícia Militar, o número de participantes foi de 17 mil. "Mas o sistema de cálculo da PM computa apenas o número de participantes em apenas um momento da Parada. Eles não fizeram a somatória das pessoas que participam da Parada na concentração, durante a passeata e seu desfecho. O maior público participa em apenas algum desses três momentos, mas deve ser incluído na somatória total", avalia Caetano.
Caravanas e pequenos grupos vindos de várias cidades da região fizeram parte da massa humana que percorreu a avenida Andaló e parte da avenida José Munia. A organização estima que, usualmente, 25% do público da Parada vem de municípios próximo; Catanduva, Barretos, Tanabi, Fernandópolis, Votuporanga, Jales, Olímpia e Santa Fé.
Parte do público preferiu o desfecho da Parada, no páteo externo do Centro Regional de Eventos, onde aconteceu um show da banda Apocalipse, especialmente programada para o público GLBT. O repertório foi composto de ícones gays como Madonna, Cher, Village People, Abba e Gloria Gaynor.
Durante o show, dois telões gigantes veicularam textos, mensagens e informações sobre saúde, fomento a direitos igualitários, direitos humanos e melhoria da auto-estima ao público GLBT. Os telões também exibiram fotos de personalidades GLBT ou simpatizantes, além de imagens de demonstração de afeto entre pessoas do mesmo sexo, e slides de paradas gays de todas as partes do mundo.
"Qualquer maneira de amor vale a pena. Qualquer maneira de amor vale amar", foi o tema da Parada, tendo como foco principal a auto-aceitação da homossexualidade por parte daqueles que ainda vêem como anormalidade a atração pelo mesmo sexo. Ao contrário dos outros anos, e outras localidades que também realizam paradas, e que tiveram como slogam temas políticos como "Homofobia é crime", a organização optou por abordar um tema que girasse em torno da problemática do interior, que difere dos grandes centros. "Sentimos que em cidades pequenas e de médio porte, a auto-aceitação da homossexualidade ainda é um fato marcante e que precisa ser trabalhado. Nas capitais, e fora do país, a luta do movimento GLBT já está mais adiante; já é por direitos igualitários", explica Fábio Takahashi, da comissão organizadora.

 

 
Fonte: GADA
 
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