Fórum da Diversidade Sexual discutirá discriminação e preconceito no ambiente de trabalho
   sábado, 6 de outubro de 2007
 

No dia 26 de outubro, no plenário da Câmara Municipal de São José do Rio Preto, a partir das 13h30 será realizado o “I Fórum da Diversidade Sexual no Ambiente de Trabalho: Oportunidade, Igualdade e Respeito às Diferenças”. O Fórum pretende reunir cerca de 150 pessoas, entre trabalhadores, representantes de associações e sindicatos de trabalhadores de várias categorias profissionais e população em geral, que irão debater e formular propostas dentro do tema preconceito e discriminação no ambiente de trabalho. A realização do Fórum é uma parceria entre o Centro de Referência em Direitos Humanos GLBT de Rio Preto, GADA, CUT e sindicatos filiados.

O objetivo do evento é sensibilizar entidades sindicais e toda sociedade civil organizada, para implementação de políticas públicas mais igualitárias a gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, bem como sensibilizar para a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho para essas categorias, principalmente às travestis e transexuais. Para Fábio Takahashi, coordenador do Centro de Referência em Direitos Humanos GLBT de Rio Preto, milhares de homossexuais estão inseridos no mercado de trabalho formal, mas não possuem os mesmos direitos que os heterossexuais, principalmente no que se refere ao seu companheiro ou companheira do mesmo sexo. “Isso comprova que gays, lésbicas ainda não são cidadãos plenos”, analisa.

O coordenador da CUT Rio Preto, Paulo Franco, explica que o principal objetivo da entidade é promover debate com as autoridades do município e região, com o movimento de Gays, Lésbicas, Travestis, Transexuais e Bissexuais do município sobre os desafios para a consolidação de uma política permanente de respeito e valorização aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras homossexuais.

Brunna Valim, presidente da Associação Rio-Pretense de Travestis e Transexuais – ARTT´S, diz que o preconceito é maior para o segmento assistido por essa entidade, pois a maioria nem ao menos conseguem se inserir no mercado de trabalho. “Já na fila do teste as travestis já são mal vistas e por mais que sejam habilitadas para o cargo não conseguem uma colocação”, explica.

Na programação do Fórum teremos diversos palestrantes entres eles, o advogado Paulo Mariante, militante GLBT do Grupo Identidade de Campinas, que deve falar sobre cidadania e combate à violação de Direitos Humanos. O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo, que na sua normatização, foi pioneira na igualdade de direitos relacionada a casais homossexuais também terá um representante para falar sobre o tema. Representando a CUT, Maria Isabel Silva fará uma palestra abordando as políticas de gênero no meio sindical e seus reflexos no mundo do trabalho.

Para Julio César Caetano, coordenador técnico do GADA, em tese os sindicatos são instituições responsáveis por defender os direitos e interesses dos seus trabalhadores. “Vamos tentar sensibilizá-los sobre a importância do respeito à diversidade sexual, bem como a igualdade de tratamento e oportunidades no ambiente de trabalho”, finaliza.

Informações:

Centro de Referência em Direitos Humanos GLBT de Rio Preto
Contato:Fábio Takahashi, Julio Caetano, Alessandro Melchior
17 – 3235 1889 – 3234 6296 - www.gada.org.br - E-mail: gadahsh@terra.com.br

CUT Sub-sede Rio Preto
Contato: Paulo Franco fone/fax: 3215.3500 ou 3522.2409 email: cutsjrp@terra.com.br ou sjrpreto@cutsp.org.br
 
 
Fonte: GADA e CUT
 
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