| terça-feira, 23 de outubro de 2007 | ||
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O Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira (23/10), em Curitiba (PR), o novo consenso terapêutico para adultos com aids no encerramento do 15ª Congresso da Sociedade Brasileira de Infectologia. O consenso é fruto do trabalho de um comitê assessor formado por 30 especialistas no tratamento de pessoas infectadas pelo HIV. O comitê avalia a inclusão de novas drogas e define as recomendações de tratamento em HIV e aids que serão seguidas pelos médicos em todo o País. Atualmente, 180 mil pacientes recebem medicamentos anti-retrovirais no Brasil. O novo consenso terapêutico para adultos tem 12 capítulos com recomendações extraídas de ensaios clínicos publicados em revistas científicas de todo mundo. No documento, estão definidas as condutas terapêuticas mais seguras e eficazes, que incluem as combinações entre as quatro classes de anti-retrovirais disponibilizadas no Brasil. Pela primeira vez, o consenso traz recomendações específicas sobre a abordagem clínica e laboratorial inicial, adesão ao tratamento, prevenção para pessoas que vivem com HIV, manejo de co-morbidades (como as co-infecções) e da toxicidade do tratamento. Contém, também, a descrição das interações dos ARV com alimentos, outros medicamentos, álcool e outras drogas – como maconha, cocaína, ecstasy e anfetaminas. “É necessário sempre discutir com o paciente os seus hábitos, incluindo o uso de álcool e drogas, cujos efeitos podem prejudicar a adesão ao tratamento e causar problemas de fígado, principalmente se a pessoa também tiver hepatite B ou C”, diz a diretora do Programa Nacional de DST e Aids (PN-DST/AIDS), Mariângela Simão. Abordagem – O capítulo que fala da abordagem ao paciente destaca as medidas para prevenir a transmissão do HIV para outras pessoas e a uma nova exposição da pessoa já infectada ao vírus. Também alerta para as formas de evitar a exposição à sífilis e às hepatites B e C; e as formas de lidar com outras doenças, como diabetes, doenças cardiovasculares, dislipidemias, doenças metabólicas e lipodistrofia (acúmulo ou perda de gordura em determinadas partes do corpo), que podem ocorrer como efeito adverso do tratamento. Outro destaque do consenso é a recomendação formal de uma série de procedimentos que devem ser adotados desde a consulta inicial do paciente, como a observação de aspectos psicológicos, comportamento sexual, nível de conhecimento sobre aids, uso de vacinas, impacto dos ARV e adesão ao tratamento. Outra novidade é a recomendação da inclusão de um novo anti-retroviral (ARV), o Darunavir, que a partir de 2008, passará a integrar o chamado coquetel, conjunto de drogas usadas no tratamento da aids. A versão on line está disponível no site do Programa Nacional de DST e Aids, no link “Documentos e Publicações”. Mais informações Programa Nacional de DST e Aids Assessoria de Imprensa Telefones: 55 (61) 3448-8100 / 8088 E-mail: imprensa@aids.gov.br |
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| Fonte: Mnistério da Saúde - PN - DST/Aids | ||