Não há nada mais obsoleto do que classificar a mulher como “sexo frágil”. Os tempos são outros, o sexo feminino avançou em passos rápidos e conquistou seu espaço, em detrimento ao machismo, que acabou dando marcha-à-ré frente às lutas femininas pela igualdade de diretos e deveres. “Elas” estão em toda parte provando que não fogem à luta: empresárias, líderes de comunidade, chefes de governo e de Estado, representam-nos no legislativo e executam as leis no judiciário; são juízas, desembargadoras, executivas. As mulheres são fortes, capazes, esteio dentro de seus lares, e - na maioria dos casos - desempenham vários papéis ao mesmo tempo: são donas-de-casa, sustentam suas famílias e ainda são mães. Tal quadro se apresenta como um fato consumado, e é inegável o longo e penoso percurso que fez a mulher no decorrer da história, transformando sua realidade de forma ativa. Entretanto ainda há resquícios que emperram certas mulheres de conquistarem seu lugar ao sol. No sentido de criar igualdade de oportunidades a essas mulheres que ainda não exercem todos os seus direitos de cidadania, foi criado em 1997, o “Programa Mulher”, que tem como missão fazer valer a realidade já conquistada pela mulher, tais como seus direitos de cidadania e de acesso à saúde, que lhe são neglicenciados, geralmente devido à falta de recursos financeiros, à desinformação, e em muitos casos, à baixa escolaridade. A partir do suporte do GADA – Grupo de Amparo ao Doente de Aids, e do Programa Municipal DST/Aids, o “Programa Mulher”, visa reduzir a incidência do HIV/Aids e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), em mulheres de baixa renda no município. O projeto conta ainda com parcerias da Secretaria da Assistência Social, Trabalho e dos Diretos da Cidadania, Secretaria Municipal de Educação, Casa da Fraternidade, Associação dos Moradores, SEST – SENAT e Avon. O “Programa Mulher” contabiliza como indicadores de resultados positivos a redução da infecção do HIV/Aids, e outras DST na população alvo do projeto; precocidade na testagem; realização do pré-natal e testagem para o HIV e Sífilis em 100% das gestantes participantes das oficinas; aumento da testagem também nos parceiros das gestantes acompanhadas; aumento da presença masculina em oficinas; maior difusão do preservativo masculino e feminino.
Endereço: |