Atualmente, observa-se uma mudança no perfil dessa faixa etária: eles estão envelhecendo com mais saúde, muitos continuam trabalhando e mantendo uma vida social ativa, inclusive participando de grupos e atividades de lazer. Também nota-se mudanças no comportamento afetivo e sexual dessa geração: eles estão estabelecendo novas relações afetivas em função de viuvez ou separação. Vários estudos apontam que 70% de homens e mulheres desta faixa etária ainda mantém vida sexual ativa. Esse novo perfil aproximou a terceira idade de questões de saúde das quais se consideravam distantes, como por exemplo a Aids. A ausência de campanhas e trabalhos voltados para a prevenção das DST/HIV/Aids/Hepatites com essa população tem acentuado a dificuldade do idoso perceber a sua vulnerabilidade em relação a essas doenças. Sexo e Aids na terceira idade ainda representa um assunto tabu para a população em geral e também para os profissionais de saúde, que apresentam dificuldades em abordar essas questões em seus atendimentos, ou mesmo supor que essas doenças possam acometer as pessoas desta faixa etária. Se estes temas não são incorporados, não se faz prevenção, não se oferece a testagem, não se realiza o diagnóstico precoce e muito menos o tratamento. Atento a essa realidade, em junho de 2004 o Programa Municipal DST/Aids criou o programa de prevenção voltado às necessidades e especificidades dessa população, com os objetivos de implantar ações de prevenção em DST/HIV/Aids/Hepatites, criação de um banco de preservativo e formação de multiplicadores locais.
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