José Arthur, 4 anos,  nasceu prematuramente com 32 semanas de um parto cesariana de emergência, e teve paralisia cerebral. A mãe, Daniela dos Santos, notou após cinco meses que o filho tinha deficiências, quando comparado com outras crianças com o mesmo tempo de vida, como atraso de comunicação, crescimento e locomoção.

No diagnóstico médico o citalomegalovírus do tipo 1 e 2 durante a gravidez, com calcificações no cérebro de José Arthur durante a gestação. Sem recursos financeiros os país buscaram o departamento jurídico do GADA na obtenção de direitos por meio judicial, como fralda, medicamentos de alto custo  e suplemento alimentar. Todas as ações foram favoráveis.

Com quatro anos e meio, José Arthur iniciou há quatro meses a equoterapia, um tipo de terapia com cavalos que serve para estimular o desenvolvimento da mente e do corpo. Já se nota ganho de controle de tronco e pescoço, melhora na deglutição e no quadro respiratório, e agora ele já consegue sentar.

Em 2017, também por meio do departamento jurídico do GADA, José Arthur recebeu uma cadeirinha especial, que permite maior segurança e qualidade de vida. “O preço do equipamento importado da Dinamarca é aproximadamente R$ 23 mil, e sem a intervenção judicial não teríamos condição de adquiri-la”, diz Daniela.

O pai Fabiano dos Santos revela dois sonhos: a médio prazo ouvir o filho dizer papai e mamãe. E a longo prazo, vê-lo dar os primeiros passos e ser cada vez mais independente.