Amanda Trindade Carvalho desde criança se vê e se entende como do gênero feminino. Sua transformação começou na adolescência, quando passou a usar roupas femininas, maquiagem e cabelos longos. Em uma segunda fase, por volta dos 16 anos, passou a usar hormônios para mudança do corpo. E a partir daí veio a confirmação de que realmente é uma transexual. “É de dentro para fora.  As readequações vão de encontro ao feminino que está dentro de mim. A transexualidade não é uma escolha, ou uma opção, ou muito menos perversão. É uma condição de vida”, diz.

Há cerca de dois anos, por meio do departamento jurídico do GADA, Amanda deu entrada no processo de mudança de nome, e há um ano o nome masculino foi substituído legalmente em todos os documentos civis como certidão de nascimento, RG, CPF e carteira de motorista. “Foi uma conquista e agora me sinto condizente com minha aparência, com a minha essência”.

“Sonho com um mundo onde as pessoas trans possam ser respeitadas e valorizadas. Sonho com uma comunidade sem violência física e verbal. É uma escolha sua se aproximar e gostar ou não de mim, mas é um direito mínimo meu ser respeitada”, finaliza.