Câncer de Fígado

O Fígado

O fígado é o maior órgão interno do corpo e está localizado do lado direito, sob as costelas e abaixo do pulmão. Tem a forma de uma pirâmide e está dividido em lobos. A face diafragmática apresenta um lobo direito e um lobo esquerdo. A divisão dos lobos é estabelecida pelo ligamento falciforme. Na extremidade desse ligamento encontramos um cordão fibroso resultante da obliteração da veia umbilical, conhecido como ligamento redondo do fígado. A face visceral é subdividida em 4 lobos: direito, esquerdo, quadrado e caudado.

Ao contrário da maioria de outros órgãos, o fígado recebe sangue a partir de duas fontes: a artéria hepática, que fornece o sangue rico em oxigênio do coração; e, da veia porta, que leva nutrientes a partir do intestino.
O fígado tem mais de 500 funções, entre elas:

  • Metabolismo de proteínas, carboidratos e lipídios.
  • Criar os fatores de coagulação.
  • Secretar sais biliares para o intestino, ajudando a absorção dos nutrientes.
  • Filtrar e decompor os resíduos tóxicos do sangue.
  • Metabolizar substâncias como medicamentos e álcool


O fígado é composto principalmente de células denominadas hepatócitos. Também é constituído por outros tipos de células, incluindo as células que revestem seus vasos sanguíneos e dos ductos biliares. Os canais biliares se estendem além do fígado e transportam a bile do fígado para a vesícula biliar ou diretamente para o intestino.
O fígado é formado por diferentes tipos de células, em função disso vários tipos de tumores (benignos e malignos) podem ser formados no órgão. 

Sinais e Sintomas do Câncer de Fígado

Os sinais e sintomas do câncer de fígado, muitas vezes só aparecem em estágios mais avançados da doença, mas às vezes eles podem aparecer mais cedo. Se você consulta o médico aos primeiros sintomas, o câncer pode ser diagnosticado mais precocemente e o tratamento é iniciado, quando ainda é mais provável de ser útil.
Os sinais e sintomas do câncer de fígado podem incluir:

•    Perda de peso.
•    Falta de apetite.
•    Sensação de plenitude na parte superior do abdome, após uma refeição leve.
•    Náuseas.
•    Vômitos.
•    Febre.
•    Fígado aumentado.
•    Baço aumentado.
•    Dor abdominal.
•    Inchaço ou acúmulo de líquido no abdome.
•    Coceira.
•    Icterícia (pele e mucosas amareladas).
•    Veias da barriga dilatadas e visíveis através da pele.
•    Agravamento da hepatite crônica ou cirrose.

Alguns tumores hepáticos produzem hormônios que atuam em outros órgãos além do fígado e podem causar:
•    Hipercalcemia (Aumento do cálcio no sangue).
•    Hipoglicemia (Diminuição do açúcar no sangue).
•    Ginecomastia (Aumento da mama em homens).
•    Eritrocitose (Aumento dos glóbulos vermelhos do sangue).
•    Altos níveis de colesterol.

Estes sintomas também estão relacionados a outras doenças, não são necessariamente sinais e sintomas exclusivos do câncer de fígado. Entretanto, existindo qualquer um desses sintomas, um médico deverá ser consultado para o diagnóstico preciso e o início do tratamento caso necessário.

Diagnóstico do Câncer de Fígado

Alguns sinais e sintomas podem sugerir que uma pessoa tem câncer de fígado, mas será necessária a realização de exames complementares e biopsias para confirmar o diagnóstico.
Histórico Clínico e Exame Físico
Durante a consulta o médico fará perguntas sobre seu histórico clínico e de seus familiares próximos. Ele também perguntará sobre possíveis fatores de risco e sintomas para avaliar se algo sugere um câncer de fígado.
Se houver suspeita de câncer, serão solicitados exames de imagem, exames laboratoriais e alguns procedimentos diagnósticos para confirmação.

Tratamentos do Câncer de Fígado

Após o diagnóstico e estadiamento da doença, o médico discutirá com o paciente as opções de tratamento. Dependendo do estágio da doença e outros fatores, as principais opções de tratamento para pessoas com câncer de fígado podem incluir a cirurgia (hepatectomia parcial ou transplante de fígado), tratamentos locais (ablação ou embolização), radioterapia, terapia alvo e quimioterapia. Em muitos casos, mais do que um desses tratamentos ou uma combinação deles podem ser utilizados.
Em função das opções de tratamento definidas para cada paciente, a equipe médica deverá ser formada por especialistas, como cirurgião, oncologista, radioterapeuta e gastroenterologista. Mas, muitos outros poderão estar envolvidos durante o tratamento, como, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, assistentes sociais e psicólogos.
É importante que todas as opções de tratamento sejam discutidas com o médico, bem como seus possíveis efeitos colaterais, para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapte às necessidades de cada paciente.

Fonte:  Instituto ONCOGUIA