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HISTÓRICO

O início…tempo de luta e construção.

A trajetória do GADA – Grupo de Amparo ao Doente de Aids, se funde à história de vida da cabeleireira Nair Pereira que, no início da década de 1990, transformou a perda de um filho em decorrência da aids, em trampolim para liderar um pequeno grupo de voluntários, caracterizado pelo atendimento domiciliar aos doentes e seus familiares.

No final dos anos 1980 e meados dos anos 1990, ainda não havia medicamentos específicos, a não ser uma promessa: o AZT. A aids tinha uma outra cara, e a sombra do preconceito era tão temerosa quanto a própria doença.

Em 1990, Nair cuidava de seu filho e de outros doentes de aids, todos carentes. Nessa época, ela percorria a periferia da cidade fazendo banhos e tratando feridas, levava soro fisiológico, gases, esparadrapos, pomadas e principalmente apoio, carinho e atenção, num período de medo e desinformação

O filho de Nair faleceu em 1992, e pediu à mãe que não parasse com o trabalho social, sugerindo que o grupo de amigos solidários se estruturassem em uma organização social.

No dia 15 de julho de 1993 foi lavrada a ata de assembleia geral para criação do GADA – Grupo de Amparo ao Doente de Aids, assim como aconteceu a eleição e posse da primeira diretoria. Nair Pereira assumiu a presidência, e a sede provisória da entidade era em sua residência, na Boa Vista.

Em setembro de 1993, sensibilizados com os trabalhos de visita domiciliar, complementação alimentar e apoio humano aos doentes de aids, empresários contribuem com o aluguel de um imóvel localizado à rua Coronel Spínola de Castro, no Centro, onde o GADA permaneceu por dois anos. A sede da entidade, ainda provisória, necessitava de reformas, e os dirigentes iniciaram uma ampla campanha de doação de material de construção e limpeza.

Por meio de decreto do Governo do Estado, no dia 08 de abril de 1994, o GADA passa ocupar um casarão da década de 1950, há cerca de dez anos abandonado, na rua Voluntários de São Paulo, 3398, no Centro de Rio Preto. Tem início uma ampla campanha de arrecadação de recursos financeiros, mão-de-obra e material de construção para reforma do prédio.  Goteiras, rachaduras, infiltrações, instalações hidráulicas e elétricas precárias e uma estética de “casa de filme de terror”: essas eram as condições do prédio em 1995.

Uma equipe formada por voluntários, amigos e membros da diretoria da entidade foi responsável pelas melhorias do prédio, transformando-o de estado precário em uma sede confortável.

Inaugurada em 20 de outubro de 1995, a nova sede própria foi cedida pela Procuradoria Geral do Estado, onde a entidade se estabeleceu e, se mantém até os dias de hoje. A foto ao lado mostra a fachada do GADA dias após o término da reforma.

Os dias atuais… um revival de consolidações, mudanças e evolução.

GADA. Provavelmente, você já leu ou ouviu falar sobre esta sigla. Mas nem faz ideia de como ela é importante para Rio Preto.

O GADA é uma organização social, mantida por doações, parcerias com o poder público e privado e trabalho voluntário.  Quando surgiu, em 1993, o GADA estava voltado apenas para o apoio aos doentes de aids. Era uma época de total desinformação, discriminação e abandono. Ainda não havia tratamento para a doença. O preconceito e o medo do contágio faziam com que os doentes sofressem sozinhos.

A descoberta de novos medicamentos diminuiu o sofrimento e a angústia dos soropositivos. Mas, apesar da luta do governo e da sociedade civil, o número de casos não pára de crescer no Brasil, seja por falta de prevenção ou de informação. Qualquer pessoa, independente do sexo, sexualidade, gênero, classe social, ou do tipo de vida que leva, está sujeita a contrair o HIV. Por isso, o GADA ampliou o seu trabalho. Além do apoio aos doentes, a partir dos anos 2.000, começou a trabalhar na implementação de políticas públicas e tecnologias de ponta no enfrentamento à epidemia. Com à experiência adquirida, o GADA se transformou no parceiro ideal para as instituições governamentais interessadas em combater a aids e outras infecções sexualmente transmissíveis.

O trabalho feito com a Secretaria Municipal de Saúde, desde 1997, é referência nacional.  Rio Preto tem uma estrutura modelo na prevenção, assistência e tratamento às pessoas vivendo e convivendo com HIV e aids. O GADA é responsável pela contratação e monitoramento de todos os profissionais envolvidos no programa de luta contra a aids, que hoje luta também contra as hepatites virais, e que promove saúde de forma integral aos segmentos envolvidos em contextos de vulnerabilidade.

Além da saúde, ou atrelado a ela, o GADA tem como missão o combate a violações de direitos humanos e agrega há duas décadas uma Assessoria Jurídica. São dezenas de atendimentos mensais: a maioria dos atendidos busca direito de acesso a medicamentos ou tratamentos de alto custo, relacionados a doenças crônicas.

Também nas ruas, o GADA chamou a atenção para a questão das minorias e diversidade sexual. De 2001 a 2011, junto com grupos representativos e as três esferas de governo, a entidade realizou a Parada do Orgulho LGBT de Rio Preto. E desde 2011, realiza com apoio do Sesc, a Mostra Interiores de Cinema da Diversidade Sexual, evento temático de cinema queer, que promove novas formas de pensamento sobre o universo LGBT, por meio da arte do cinema, diálogos com a comunidade e produção cultural não normativa.

Com a excelência demonstrada no trabalho junto às comunidades vulneráveis, o GADA partiu para duas outras frentes de defesa dos direitos humanos.  Uma foi o trabalho junto a adolescentes em cumprimento de medida sócio educativa, mantidos pelo Estado em regime de Semi-Liberdade. O GADA administrou a unidade de Rio Preto por seis anos, de 2003 a 2008.

Já no Centro de Centro de Ressocialização Feminino de São José do Rio Preto, o GADA foi gestor no gerenciamento, em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado. O trabalho, focado na garantia dos direitos humanos e na promoção integral da saúde das reeducandas, foi considerado modelo pela ONU em 2006.

Ainda na área da cidadania e dos direitos, o GADA foi escolhido pelo Governo Federal como Centro de Referência em Direitos Humanos para o Segmento GLBT, em parceria de quatro anos, de 2007 a 2010. Por meio de outras parcerias o Centro LGBT se mantém até os dias atuais, com atendimento multidisciplinar para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, seus parceiros (as), e familiares.

Em 2009, a arte e a cultura, entra na vida de milhares de adolescentes em cumprimento de medida sócio educativa, por meio do Projeto Arte Para Todos, em parceria com a Fundação CASA. O desafio tem sido promover o exercício pedagógico da experimentação das linguagens artísticas diversas, por meio de oficinas culturais e atividades complementares, de maneira que contribuam na construção humana e social dos adolescentes atendidos em 21 unidades Fundação CASA, o que nas Divisões Regionais Norte, Oeste e Sudoeste, especificamente nos centros de internação de gestão plena.

MISSÃO

Promover a defesa dos Direitos Humanos, a cidadania e a melhoria na qualidade de vida das Pessoas Vivendo com HIV/Aids e de populações de maior contexto de vulnerabilidades.

VISÃO

Ser referência em Direitos Humanos das populações prioritárias de maior contexto de vulnerabilidade.

VALORES

Paixão pela causa, Acolhimento, Defesa de interesse, Qualidade nos serviços, Ética.

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